Seu grupo, associação ou escola tem interesse em exibir o filme? Entre em contato com agente e iremos colaborar.
Através do nosso release, você irá obter informações completas sobre o filme e o desenvolvimento do projeto. 375 KB.
Obtenha o kit completo. Esse arquivo zip inclue release, fotos, marcas, e o trailer em QuickTime. 59MB.
O Insurreição Rítmica é um projeto-documentário que visa gravar um filme sobre projetos culturais e sociais realizados em Salvador (BA) e ainda possibilitar o empoderamento das organizações que fazem esses projetos, através do vídeo e da Internet.
O projeto começou quando, em 2004, o ativista de mídia e vídeo-maker Benjamin Watkins resolveu vir ao Brasil para filmar as recentes transformações que estão sendo impulsionadas pelas ONGs, projetos comunitários e movimento sociais, combatendo a exclusão e o preconceito, através da resistência cultural e política.
As organizações escolhidas para participar do documentário são: Circo Picolino (mais tradicional escola de circo da Bahia), DiDá Escola de Música e Dança (banda percusiva feminina), a Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro – ACANNE e o Projeto Bejê Eró, que leve arte-educação para crianças na Vila Viver Melhor (Ogunjá). O Insurreição Rítmica vem treinando jovens e instrutores dessa organizações para que estes possam utilizar a linguagem audiovisual como forma de divulgar suas ações, buscar patrocínios, ensino pedagógico e como registro de suas próprias histórias.
Para garantir que essas organizações sociais continuem divulgando suas ações e registrando suas conquistas, o Projeto Insurreição Rítmica conseguiu equipar as quatro organizações retratadas no filme com câmeras de vídeo digital e ilhas de edição. "A proposta é que os projetos sociais que contaram suas histórias no filme agora
possam ser autores de suas próprias produções", destaca Benjamin.
O Instituto Mídia Étnica, organização do movimento social formada por jovens comunicadores afrodescendentes também recebeu equipamentos para ajudar eles ser um pólo de produção e distribuição de conteúdos audiovisuais que tratem de questões ético-raciais na Bahia.
Após ter avaliado as necessidades e a eficácia de várias organizações sociais baianas, nós decidimos trabalhar com quatro grupos. A idéia era representar um os diversos segmentos dos projetos comunitários de arte na Bahia, assim, nós escolhemos um grupo de cada especialidade: percussão, escola de circo, teatro, e capoeira.
Grupo de percussão :: DiDáNa maioria das tradições musicais africanas, as mulheres têm tido o papel historicamente ligado à dança e ao canto, ao passo que a percussão é dominada pelos homens. Como um projeto voltado para o desenvolvimento de mulheres adolescentes, a Didá Escola de Música desafia esta tradição diretamente, uma vez que engloba tanto um grupo profissional de mulheres músicas, com a Banda Didá, como a Didá Escola de Música e Dança uma escola para as adolescentes em situação de risco social. A palavra DIDA significa "poder da criação" em Ioruba, o que se refere às participantes do Projeto e por estar na "criação", a força motriz da expressão artística, segundo o maestro Neguinho do Samba, que em 1993 fundou o Projeto.
Grupo de Circo :: Circo PicolinoPioneiro do movimento de Circo Populares, que agora é mundial, o Circo Picolino começou há 15 anos como um circo para crianças de classe média. Depois de um tempo foi descobrindo sua real vocação, o trabalho social e político de inclusão social de crianças e jovens das periferias de Salvador através da arte circense. Hoje, a Escola Picolino, é uma organização circense multi-étaria que ostenta mais de quatrocentos alunos semanalmente. São crianças em risco social que chegam ao Picolino através de outras instituições sociais para entrarem no fantástico mundo as artes. No circo, elas desenvolvem a auto-estima e aprendem lições valorosas sobre a cooperação e interação social e descobrem novas perspectivas para o futuro.
Grupo de Teatro :: Bejé EróFundado pela atriz negra Rejane Maia, em 1996, o Projeto Beje Eró com o objetivo de dar uma alternativa cultural para crianças e adolescentes da Vila Viver Melhor (antiga Invasão Iolanda Pires, no Ogunjá). Com essa missão o projeto visa tirar as crianças das ruas do bairro, contribuindo assim para a diminuição de riscos e contatos com a exploração do trabalho infanto-juvenil, drogas e prostituição. Lá são ministradas aulas de capoeira, aulas de teatro, dança, música, além das discussões sobre consciência negra e respeito as religiões de matriz africana. Rejane Maia é também integrante do Bando de Teatro Olodum, um grupo de Teatro formado por atores negros que há quinze anos tem atuado no cenário artístico baiano com espetáculos centrados na representação da realidade dos negros no Brasil. O Bejé Eró vem sendo bastante elogiado pelo seu trabalho na Vila, que concentra uma população de aproximadamente 1.200 pessoas, em sua maioria afrodescendentes.
Groupo de Capoeira :: ACANNEExpressão cultural baiana mais conhecida no exterior, a Capoeira Angola é ao mesmo tempo dança e arte marcial que preza pelo desenvolvimento físico, religioso e social do individuo. A Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro - ACANNE trabalha com crianças e jovens de bairros do subúrbio e do centro de Salvador, focando no desenvolvimento comunitário na valorização de suas origens africanas e na construção de suas identidades. São organizados cursos, palestras, debates e exposições do legado afro-brasileiro. A ACANNE utiliza a Capoeira Angola como um meio de educar a comunidade sobre sua rica e diversa cultura e a necessidade de sua proteção e preservação para as próximas gerações.