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Bahian YouthO Filme

O documentário registra a ação de organizações sociais da Bahia que
utilizam as artes afro-brasileiras para a inserção de jovens e crianças.
O esforço de organizações sociais em utilizar a arte como ferramenta de inclusão social e promoção da cidadania
para jovens e crianças no Brasil despertou a atenção do cineasta norte-americano Benjamin Watkins que, a partir de 2004, passou a acompanhar quatro dessas organizações sociais junto com ativistas de mídia Baianas Paulo Rogério Nunes e Eliciana Nascimento. O resultado de mais de 120 horas de filmagem é o documentário Insurreição Rítmica.

As entidades registradas no filme são: a Escola de Música e Dança Didá, criada pelo Mestre Neguinho do Samba, que possui uma banda e um Bloco carnavalesco, formado por mulheres adolescentes do Centro Histórico de Salvador; a Escola Picolino, que por mais de 20 anos, vem difundindo a arte circense e profissionalizando jovens, em Pituaçu; o Bejé Eró, que através de aulas de cidadania, teatro, dança e música, oferece alternativas para os jovens da Vila Viver Melhor, localizado no Ogunjá; e a Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro – ACANNE, que utiliza a capoeira para trabalhar com jovens da periferia e do centro de Salvador no desenvolvimento
comunitário e na valorização de suas origens africanas.

O documentário possui 65 minutos e retrata a transformação promovida por essas organizações sociais na vida de crianças e jovens de bairros pobres de Salvador. São adolescentes cujas possibilidades de inserção social são limitadas pela pobreza, pela discriminação e pelo racismo. "A arte surge como via de união desses indivíduos, elevando a auto-estima, reconstituindo a identidade, capacitando-os profissionalmente e inserindo-os socialmente", ressalta o diretor.

Exemplos - História como a de Antonio Marcus, da comunidade da Saramandaia, que viu muitos dos seus amigos morrerem pelo envolvimento no tráfico, mas que encontrou saída para esta realidade através das aulas no Circo Picolino, a partir de 1991. Hoje, Antonio Marcus é um dos artistas e instrutores da Escola de Circo e criou, com outros jovens da Saramandaia, um projeto social, onde repassa seus conhecimentos artísticos a outras crianças. Através de exemplos positivos como o de Antonio Marcus, a situação de violência da Saramandaia diminuiu e os jovens passaram a buscar outras alternativas.

Alternativas também encontradas por Mário Roma, morador da Vila Viver Melhor, no Ogunjá, que sonha com uma carreira artística que garanta dias melhores para sua família. O aprendizado vem nas aulas de teatro e percussão do projeto comunitário Beje Eró, saudação iorubá para os Ibejis, orixás que representam as crianças. Através do Beje Eró, Mário e outras crianças montam peças teatrais, fazem apresentações da banda e discutem temas como riscos das drogas, cidadania, direitos e deveres.

Entrevistas com artistas, intelectuais e militantes do movimento negro baiano permeiam o filme, entre elas a educadora e diretora do bloco afro Ilê Aiyê Arany Santana, o historiador Ubiratan Castro de Araújo, a cantora Margareth Menezes, o ator Jorge Washington do Bando de Teatro Olodum e a escritora e educadora Vanda Machado. "Essas falas ajudam a entender a importância da cultura africana na identidade do povo baiano e de como essas referências podem ser utilizadas na socialização de jovens", explica o diretor.

O filme ja lançou em Salvador nas comunidades retratadas.
Veja o podcast de agosto de 2008.

Contribuintes da Produção:

Benjamin Watkins

Benjamin Watkins, Director, Co-produtor

Benjamin Watkins desenvolve há mais de cinco anos o projeto e vem empenhando grandes esforços para realizá-lo por completo. www.multimediabenjamin.comben@insurreicaoritmica.org

Paulo Rogerio Nunes

Paulo Rogério Nunes, Co-produtor

Paulo Rogério é um ativista de mídia e da luta contra o racismo. No projeto é responsável pela comunicação. Ele é co-fundador e Diretor-executivo do Insituto de Mídia Étnica. Em 2005, produziu o documentário “Makota Valdina – um jeito negro de ser e viver” para a Fundação Cultural Palmares. O e-mail do Rogério

Eliciana Santos do Nascimento

Eliciana Nascimento, Co-produtora, Cinegrafista

Eliciana tem um papel fundamental nas filmagens do projeto. A jovens cinegrafista baiana, tem a combinação perfeita de sensibilidade, conhecimento técnico, e entendimento cultural sobre a realidade baiana.
O e-mail da Eliciana

Gregory Swingle

Greg Swingle, Cinegrafist, Produtor Executivo

Durante a pesquisa em agosto de 2004, Greg foi o operador da câmera principal e continua contribuindo com o projeto.www.gregswingle.com | greg@gregswingle.com

Keiko Tamura

Keiko Tamura, Coordenadora de Pesquisa

Enquanto ela está ocupada como coordenadora da produção em New York, Keiko nos ajuda procurando contatos e informações relevantes. Ela se inspira em seu amor pelas pessoas do Circo Picolino.

O e-mail da Keiko

Gregory Swingle

André Santana, Produtor especial

André Santana é jornalista e Diretor de Comunicação do Instituto de Mídia Étnica e mestrando em Literatura pela Universidade do Estado da Bahia. André colaborou com as gravações do Circo Picolino no final de 2005.
O e-mail do André

Judy Durkin

Judy Durkin, Tradutora Voluntária

Judy é uma Brasileira morando em Washington DC. Formada em letras e apaixonada pela Bahia, Judy decidiu vir ao Brasil e participar no projeto para ficar mais em contato com a cidade Salvador e as artes. Também fez parte da oficina de vídeo no Beje Eró. O e-mail da Judy

Bill Delano

Bill Delano, Cinegrafista e Treinador de Produção

O Bill tem bastante experiência como cineasta de documentários nos EUA. O que Bill mais gosta que tudo na vida é ensinar a outras pessoas de filmar e contar suas próprias historias, usando as novas tecnologias de comunicação. Bill foi o mentor de uma oficia de vídeo para as crianças do gupo Bejê Eró. O e-mail do Bill

Jussara Valim

Jussara Valim, Tradutora e Guia Local

Durante a pesquisa em agosto de 2004, Jussara foi tradutora e conhecidora da Bahia. Atualmente, ela trabalha na Espanha com projetos relacionados à Bahia.

O e-mail da Jussara's

Andrew Callard

Andrew Callard, Pesquisador, Condutor da Entrevista

Appaixonado pelas tradições da Bahia, Andrew conduziu a maioria das entrevistas que filmamos em agosto. Andrew é professor de colegial e artista musical que mora em Washington DC.

O e-mail do Andrew

Andrew Taray

Andy Taray, Branding

Foi o Andy Taray que desenhou a marca do projeto. Ele é um grande designer baseado na cidade natal do Benjmin - Akron, Ohio. O site do Andy. O e-mail dele.

Jason Garber

Jason Garber, Desenvolvedor de web e Podcast

Jason é um titã na web. Ele está ajudando o projeto a se apropriar das incriveis possibilidades que as novas tecnologias de Internet estão nos proporcionando. É um grande aliado na revolução global da mídia alternativa.

O e-mail do Jason

 

Conheça as Produtoras

Insurreição Rítmica tem a co-produção da Big Wonderful Inc (EUA) e a Candace Cine Vídeo (Bahia), além da parceria com o Instituto Mídia Étnica.

Instituto de Midia EtnicaBig Wonderful Inc.

Big Wonderful Inc. é uma produtora fundada pelos colaboradores Estado Unidenses desse projeto, Greg Swingle e Benjamin Watkins. A companhia se encarrega de produção de mídia social junto com mídia interativa e design. Big Wonderful Inc representa o filme nos Estado Unidos e quem financiou o projeto.

 

Instituto de Midia EtnicaCandace Cine & Vídeo

Candace Cine & Video é uma produtora sedeada em Salvador, Brasil. Devido ao seu compromisso social, contexto local, e interesse em produções culturais, temos decidido fazer nossa co-produção internacional com ela. Candace Cine & Vídeo é agora a produtora representando o filme e o projeto dentro do Brasil.

 

Instituto de Midia EtnicaInstituto Mídia Étnica

O filme foi produzido contando com a parceria do Instituto Mídia Étnica que tem como sua missão possibilitar a apropriação das tecnologias de comunicação e informação pela comunidade afro-brasileira e contribuir para formação de lideranças negras nos diversos segmentos da Comunicação Social, proporcionando o desenvolvimento sustentável.